Traduções

Estou transferindo todas as traduções dos textos do John Shore para cá, já que eu preciso organizar um pouquinho esse blog ^.^”

O que Jesus faria se fosse convidado a um casamento gay?

Como se Gay é como colar asas em um porco?

Uma Carta Aberta Vinda do Coração do Occupy Wall Street

Como um Deus Amoroso torna-se um Deus Odioso

Meu Deus Se Preocupa Com Corações, Não Virilhas

Se ninguém é ferido, Deus está OK com sua sexualidade

Como Pode Deus Quebrar o Grande Mandamento?

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O que Jesus faria se fosse convidado a um casamento gay?

Por John Shore – Domingo, 14 de Agosto de 2011

Traduzido por João Mattos – Quinta Feira, 25 de Agosto de 2011

Recentemente, eu fui convidado para alguns casamentos gays. Então – sendo cristão e tudo mais – Eu me perguntei a famosa “O que Jesus faria?” (Coisa que não faço com freqüência, na verdade, já que Jesus podia, por exemplo, trazer pessoas a vida novamente e transformar água em vinho, onde eu malmente consigo arrastar-me da cama de manhã e/ou transformar água em café. Estou seguro em afirmar que muitas das Suas opções não são as minhas.)

Imaginar o que Jesus faria se ele fosse convidado para um casamento gay naturalmente me levou ao Novo Testamento.

E lá, encontrei estas citações:

“Ai de vós, escribas e Fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo.” (Mateus, 23:23-24)

E:

“Mas ai de vós, escribas e Fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” (Mateus, 23:13)

E:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” (Mateus 23:15)

E último, porém não menos importante:

“E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses.” (Marcos 12:31)

Quando eu tentei procurar em qualquer lugar da Bíblia onde Jesus fala qualquer coisa sobre a homossexualidade, eu aprendi que Jesus passava tanto tempo falando de gays e/ou lésbicas quanto eu passo colecionando botões e/ou cavalos marinhos: nenhum. É claro, é perfeitamente possível que Jesus tenhafalado muitas coisas crucialmente importantes sobre a homossexualidade, mas isso quando ninguém perto dele tinha uma pena de avestruz, graveto seivoso ou seja lá o que eles usavam de caneta, a mão. O que faz sentido, na verdade. Se você passou pelo menos algum tempo lendo o Novo Testamento, você sabe que os discípulos de Jesus não eram exatamente quebra-galhos. Eles eram pessoas normais que nós vemos por aí.

O que eu acho que é meio que o cerne da questão. Jesus certamente amava estas pessoas normais.

Pelo Novo Testamento, o único tipo de pessoa para quem Jesus faz uma assustadora exceção são estes mesmos “escribas e Fariseus” que nós o vemos criticando nas passagens acima. Uma coisa que normalmente se perde em nossas considerações de Jesus é quanto ele é exatamente o tipo errado de pessoa para se irritar. E você não precisa passar muito tempo no Novo Testamento antes que você entenda que o único tipo de pessoa que realmente parecem irritar Jesus são estas que põe o dogma religioso acima daquilo que ele mais defendeu, que foi o amor de Deus.

Perto de Jesus você pode resmungar, mentir, trair, estar atrasado, ser avarento, ser muito ambicioso, ser estúpido, ser um covarde, um hipocondríaco, reclamar o tempo todo, dormir sempre na hora errada – você pode não fazernada certo, e ainda assim isso não parece ofendê-lo.

Mas você faz do dogma mais importante que o amor? Você transforma a lei de Deus em uma justificação para negar a graça de Deus?

Então… Desculpas, cara. Você conseguiu um problema que ninguém neste mundo quer.

Eu não estou bem certo de porque nós comumente consideramos Jesus o macio e sonhador, estilo namby-pamby (Não que haja nada de errado em ser namby-pamby! Eu tenho um tio que é namby-pamby!) Mas é difícil que isso veio dos contos de Jesus que temos nos Evangelhos. Este não é o cara destas páginas.

Jesus é assustador quando aborrecido. E as únicas pessoas que parecem aborrece-lo são aqueles que, em Seu nome, se colocam como sacro santos juizes dos outros.

Eu acho que é melhor ir aos casamentos dos meus amigos gays. Estou quase assustado de não ir. Em algumas parábolas, Jesus não era exatamente claro como biscoito da sorte, mas ele praticamente não hesitou sobre seu “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Ele explicitamente declarou que “Não há outro mandamento maior do que esses.”

Se existe espaço para confusões aí, eu simplesmente não o vejo.

Então eu irei ir ao casamento dos meus amigos gays, com o mesmo estado de espírito que eu espero que eles venham a um evento semelhante meu. E se por ventura, durante seus casamentos ou recepções eu me perceber imaginando se estou fazendo a coisa certa, com certeza me lembrarei do primeiro milagre de Jesus gravado na Bíblia. Foi quando ele transformou água em vinho.

Em um casamento.

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Como ser gay é colar asas em um porco?

Por John Shore – Domingo, 28 de Agosto de 2011

Traduzido por João Mattos – Quinta Feira, 01 de Setembro de 2011

Recentemente, todo cristão que é “contra a homossexualidade” (seja lá o que isso, em nome da rebinboca da parafuseta, signifique) apresenta o mesmo argumento. Este argumento é… Bem, isso, retirado diretamente de um email que me mandaram essa manhã:

Você iria concordar com um adúltero serial que ama sua esposa, mas é atraído por outras mulheres porque é o que ele é e é como ele nasceu? Que tal um alcoólatra que não consegue se controlar? Você iria suporta-lo enquanto ele abandona sua esposa pelo álcool? Um glutão? Um homem extremamente orgulhoso? Porque a homossexualidade ganha um passe, e não todos as outros pecados? Uma pessoa com desejos homossexuais que resiste a tentação é exatamente o mesmo que um homem casado que resiste a tentação de ter relacionamentos com outras mulheres – o que significa, um ser humano combatendo a tentação de pecar. A coisa mais compassiva que podemos dizer para alguém se batendo com a homossexualidade (ou qualquer outro pecado, já que estamos aqui) é para continuar resistindo a tentação. Continue lutando. Não desista. Essa é sua bandeira como Cristão, que você resiste a tentação.

 Um… Só pra avisar, eu não invento esse tipo de coisa.

Por “recentemente”, eu quero dizer que o argumento típico do Cristão contra a homossexualidade mudou. Antes era “Gays são somente héteros realmente depravados. Eles deveriam deixar Jesus endireita-los, para que eles possam deixar de agir tão gay e não ir para o inferno.”

Hoje em dia, o refrão Cristão não é “Deixe de ser gay.” Agora é “Deixe de agirgay.” Eles desistiram de argumentar que gays podem mudar sua orientação sexual: o completo fracasso de programas Cristãos como Fix-a-Gay e Homo No’ Mo! – sem mencionar um universo de evidências anedotais e empíricas – deixaram os com poucas opções.

Então eles mudaram sua posição. Agora o argumento deles é que um homossexual resistindo a tentação de agir homossexual não é diferente de qualquer outro lutando para resistir a uma tentação pecaminosa.

Cristãos amam este novo argumento. Se eu o ouvi uma vez, eu o ouvi dez mil vezes. Todos nós ouvimos. Suspire “gay” na orelha de um cristão dorminhoco, e existe uma excelente chance de que ele vai começar a dizer enquanto dorme “Igual a qualquer outra tentação pecaminosa. Somos todos pecadores. É preciso resistir.”

Também, por seu cérebro para dormir antes de dizer isso é a melhor maneira de fazê-lo. Somente para alguém com o cérebro morto poderia ver sentido nisso. É estúpido demais para palavras.

Mas deixe-me tentar achar palavras de qualquer jeito.

Virtualmente todos os pecados compartilham uma qualidade comum, crucial e determinante. Por que esta qualidade, que está presente em qualquer outro pecado imaginável, não existe em ser ou agir gay, insistir em por a homossexualidade na mesma categoria que qualquer outro pecado – ou na própria categoria de pecado – é como colar asas em um porco, e insistir que o resultado pertence à categoria de “pássaro.“ Ele não pertence. Não pode. Não irá. Jamais.

Aqui está a Grande Diferença entre a homossexualidade e todas estas atividades normalmente entendidas como “pecaminosas”: Não existe nenhuma sina que eu possa cometer que, pela virtude de cometê-la, me deixa incapaz de amar ou ser amado. Eu posso cometer um assassinato. Posso assaltar. Posso roubar. Posso estuprar. Posso me embebedar até a morte. Posso fazer qualquer coisa terrível – e ninguém irá, jamais, me dizer que pela natureza intrínseca daquilo que me levou a cometer tal ato que sou, por natureza, simplesmente incapaz de dar ou receber amor.

Ninguém fala para o alcoólatra, ou glutão, ou adultero, ou para qualquer outro pecador, para deixar de experimentar o amor. E é exatamente isso que os Cristãos estão insistindo que os gays deixem de fazer.

Quando você diz a uma pessoa homossexual para “resistir” ser gay, o que você realmente está dizendo a ela – o que você realmente quer dizer – é para que ela seja celibatária.

O que você realmente está dizendo é que você deseja que elas se condenem a uma vida ausente do amor duradouro, romântico e pessoal que todas as pessoas, Cristãos inclusos, entendem como ser a melhor parte da vida.

Esteja sozinho, você exige. Viva sozinho. Não segure a mão de ninguém. Não se abrace em sua poltrona com ninguém. Não se aperte em ninguém a noite, antes de dormir. Não tenha ninguém para conversar durante o café da manhã.

Não compartilhe sua vida com a de ninguém. Viva sua vida inteira sem conhecer essa felicidade, essa divisão, essa paz.

Só diga não ao amor.

Seja sozinho. Viva sozinho. Morra sozinho.

Está “tentação pecaminosa” que os Cristãos estão sempre pedindo para as pessoas LGBT resistir é amor.

Sendo, é claro, a única coisa que Jesus deixou bem claro que ele queria que seus seguidores expandissem para os outros.

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Uma Carta Aberta Vinda do Coração do Occupy Wall Street*

*Occupy Wall Street é o nome do movimento que tem, desde 17 de setembro de 2011, ocupado Wall Street em protesto contra a desigualdade social e econômica, desemprego, ganância, assim como a corrupção e a influência desigual das corporações nos governos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Occupy_Wall_Street)

Por John Shore em 17 de Novembro de 2011

Traduzido por João Mattos em 17 de Novembro de 2011

Querida Sociedade na Qual Você, Nós, Ela e Ele Todos Pertencemos:

Então nós mandamos bem, não foi? Com certeza nós mandamos. E estamos mandando. E vamos, ainda. A batida não acaba até o nascer da alvorada. E é sempre alvorada em algum lugar.

Nós sabemos que algumas pessoas por aí nos acham esfarrapados, mal cuidados, e talvez congenitamente desorganizados. E por natureza nós, com certeza, somos muito desconfiados de organização. Caos nós temos, do caos nós gostamos. Nós entendemos que do alegre e estridente frenesi do inerentemente caótico eventualmente floresce a vida como nós todos conhecemos. Mas organização, nós tememos. Porque nós sabemos – porque nós, assim como 99% de todos vocês, das maneiras mais duras aprendemos – que, mais que ocasionalmente, o que “organizado” realmente quer dizer é “dane-se, estrangeiro.”

Em seguida, estamos todos do lado de fora, e que as únicas pessoas que estão dentro – onde, incidentalmente, todas as coisas como comida e dinheiro estão – são aquelas quem, de uma maneira ou de outra, fizeram de organizar um propósito primário em suas tacanhas, exclusivas pequenas vidas.

Então, é, nós tendemos a ter uma aproximação mais orgânica a toda a ideia de hierarquia de poder.

Falando disso (e como você provavelmente já foi informado), governos municipais por todo o país agora tem lançado sobre nós suas milícias de botas negras, recolhendo-nos, no meio da noite, dos espaços públicos que nós estamos tanto literalmente e figurativamente ocupando. Não foi difícil para sua máquina usuária de cassetetes atingir seu objetivo. Nós somos, afinal de contas, um coletivo pacífico. Nós somos para um batalhão armado marchando como um castelo de areia é para a onda que avança.

Agora vocês nós veem. Agora não veem mais.

Parece que as trevas escondem todas as formas de pecado.

Eles chamaram de lixo coisas que significam tanto para nós. Eles tão casualmente jogaram tanto de nossas vidas em pilhas de entulho.

A máquina midiática, em sua constante necessidade de um gancho narrativo seguro, vive para falar como a OWS falta um propósito coerente. Então, antes que nós sumamos completamente (ou, mais exatamente, nós transformemos em uma nova manifestação), permita-nos dizer isso:

Vocês sabem por que nós temos estado aqui – e porque ainda estamos. E vocês sabem que a maior parte de vocês, em espírito senão em corpo, tem estado aqui também conosco, pelas noites frias, a exaustão, a inspiração, o stress e a diversão e risadas de tudo isso.

Vocês sabem a razão de nossa raiva. Vocês sabem o lócus de nosso medo.

Vocês assistiram nosso dinheiro sumir. Vocês viram oportunidades diminuirem. Vocês sabem com quanto desrespeito vocês tem sido, ou podem ser, postos de lado. Muitos de vocês viram a via aberta de suas vidas se tornar um caminho estreito e inavegável para uma escuridão que vocês não querem ir.

Vocês seguraram e assistiram suas jovens crianças, e sentiram o terror furioso de saber que seus futuros foram gananciosamente, arbitrariamente impostos contra eles.

Nós fizemos todas estas coisas. Em uma dimensão ou outra a maior parte de nós experimentaram o grande sonho Americano se tornar o desgraçado pesadelo Americano.

Nós que Ocupamos não temos uma “mensagem clara” porque nós somos a mensagem clara. Nós somos o canário na mina de carvão. Nós somos os primeiros a responder a economia Americana quebrando, a quebra trágica de nosso sistema.A única diferença entre nós e aqueles que não se juntaram a nós fisicamente ainda é que nós vivemos na nascente, mais próximo de onde a represa quebrou.

E agora estamos nadando, vagando na água, tentando impedir nossas posses de serem levadas pela água. Olhem para nós agora –e tantos de vocês, por aí – tão molhados! Tão frio. Tantas tremedeiras.

E agora o inverno está chegando duro sobre nós.

E olhem para eles que meticulosamente e de propósito causaram esta inundação terrível, tão alto em seus edifícios quentes, tão confiantes que as águas frias que eles tão descuidadamente deixaram livres irão jamais atingi-los.

Nós temos medo que a decência, por seu próprio bem, não conta mais.

Nós temos medo que o certo não mais conta como o forte.

Nós temos medo que o que mais conta sobre o coração e alma humana conta pouco para aqueles que controlam os Estados Unidos.

Eles tomaram o que era nosso – nossas casas, nosso dinheiro, nosso trabalho, nosso futuro, nossas preocupações, nosso direito de decidir o que acontece conosco – e transformaram em uma gorda, sofisticada comida – que então eles comeram.

Devoraram, devoraram, devoraram.

Falando disso: lembrem-se de nós neste Dia de Ação de Graças. Nem que somente por um momento, por favor inclua-nos em suas orações sobre o que vocês querem, o que esperam por, o que estão felizes por ter. E se neste anos sua Ação de Graças não foi aquilo que queria que fosse, tenha em mente que sempre há o ano que vem. Talvez ano que vem as coisas vão estar melhores para vocês.

Talvez não estejam.

De qualquer jeito, não feriria comprar uma tenda. Oito por dez seria um excelente tamanho. Com costura tripla, a prova d’água, com remendos firmes nas bordas. Eu recomendo que consiga aquela com argolas de cobre a cada dois pés de cada lado. Esse é o tipo de coisa que pode ser realmente importante quando a tempestade chegar.

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Como um Deus Amoroso torna-se um Deus Odioso

Por John Shore em 28 de Dezembro de 2011

Traduzido por João Mattos em 02 de Janeiro de 2012

Como muito de vocês anteciparam, minha resposta a questão de ontem, “Qual qualidade que qualquer religião pode facilmente fazer dela a coisa mais perigosa no mundo?” é exclusividade.

Exclusividade.

Vamos explorar, sim?

A convicção que uma religião é infinitamente mais correta que qualquer outra tende a inevitavelmente – e certamente pela história – acontecer desta maneira:

Eu conheço Deus. Você, tendo um Deus diferente, visivelmente não conhece.

Meu Deus é o Deus verdadeiro. Seu Deus, consequentemente, não pode ser.

Meu Deus é onipotente, onipresente, e sustenta o mundo por simples exercício de sua vontade. Seu Deus é uma podre delusão que somente alguém criado em sua cultura completamente estrangeira pode cogitar considerar credível.

Meu Deus é o Deus. Seu Deus é um impostor.

Meu Deus oferece salvação eterna. Seu Deus é um passagem de ida para um lugar que pessoa alguma jamais gostaria de ir.

Meu Deus é bom

Tudo que existe em oposição a meu Deus é ruim.

Você claramente tem uma escolha: meu Deus, ou o mal enganador.

Se você escolher o mal, então, como você com certeza entende, você limita minhas opções.

Pois certamente meu Deus me chamou para resistir ao mal, em todas as suas manifestações.

E se você escolher alinhar-se com o mal que jurei resistir, então certamente você entende não tenho escolha em minha resposta.

Irei tirar sangue de ti, e o sangue de suas crianças.

Eu serei surdo aos seus gritos.

O que posso fazer? Meu Deus, sendo infinitamente bom, irá desejar nada menos.

Minhas mãos estão amarradas, vê? Sou um servo do Deus mais alto.

Do único bom, real e verdadeiro Deus.

Nós seremos vitoriosos.

Nós iremos tomar sua terra. Nós iremos levar suas crianças. Nós iremos tomar suas mulheres.

Nós iremos tomar tudo que é seu.

E quando fizermos isso, e você tiver desaparecido, nosso Deus ficará satisfeito.

Vê? Então, a maior parte das pessoas razoáveis iriam acreditar que isso é um problema. Você não concorda que é?

Por favor discutam entre si.

Por favor.

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Meu Deus Se Preocupa com Corações, Não Virilhas

Por John Shore em 6 de Outubro de 2010

Traduzido por João Mattos em 23 de Fevereiro de 2012

John, porque no seu blog você escreve tanto sobre gays? Com tantos os assuntos que temos no mundo, porque você passa tanto tempo obcecado com este?

Essa foi parte de um email que recebi esta manhã.

Não é a primeira vez que me perguntaram isto. Então vamos analisar esse pequeno trecho em particular:

Dentro dos 1000+ textos que postei em meu blog nos últimos três ou quatro anos, talvez 25 sejam sobre o relacionamento entre gays e o Cristianismo. Se isso é uma obsessão, eu sou uma Lady Gaga vestida de carne (Mmmm… delicioso Bacon-Gaga…).

Falando genericamente, a razão pela qual escrevo sobre gays e Cristianismo é porque a igreja de Jesus Cristo na terra está nos espasmos de sua segunda grande reforma. Está acontecendo por causa deste simples assunto. Estou surpreso que eu escrevo sobre qualquer outra coisa.

Falando pessoalmente, a razão pela qual eu me preocupo tanto sobre este assunto é por causa de meus amigos.

Meu pai é um homem heterossexual com prazer de ser o centro das atenções. Ele é um ator; ele sempre foi O Cara do Teatro. Portanto eu cresci com homens gays em minha vida. Não que como garoto eu sabia ou me preocupava com o que “gay” significava. Mas eu sabia que eu gostava bastante de todos os amigos tespianos (dramáticos) do meu pai. Eles eram pessoas divertidas. Eu considerei alguns deles amigos verdadeiros.

Eu sempre tive amigos gays em minha vida. Não amigos casuais ou conhecidos: amigos verdadeiros, honestos, dia sim e dia não.

Amigos quem, por me levar as residências de suas famílias, resgataram-me de meu próprio intolerável lar. Amigos que me emprestaram dinheiro para que eu pudesse sobreviver. Colegas de quarto. Colegas de trabalho. Colegas de colégio. Somente… pessoas. Amigos.

Você convida para sua vida as pessoas com a maior qualidade possível naquele momento, certo? Da maneira como acontece, normalmente para mim elas têm sido homossexuais. E nunca nenhum destes relacionamentos teve algo a ver com sexo quanto fazer experimentos científicos tem a ver com o relacionamento entre eu e meu bom amigo, o (hétero) aposentado professor de química.

Essa história com os Cristãos tendo problemas com as pessoas porque elas são homossexuais é, para mim, tão estranho, e tão incompreensivelmente bizarro, que malmente é registrado como uma realidade. É como se depois de, digamos, ter sido elegido para um conselho municipal, eu descubro que à noite, após o encontros do conselho acabarem, todos meus companheiros de conselho se juntam em uma grande sala, ficam nus, deitam em suas costas, e cantam músicas militares Lituânias enquanto chutando bolas de praia pelo ar com seus pés.

Isso simplesmente não iria computar comigo.

A única coisa que importa para mim é a qualidade de seu caráter. É isso. Para mim, é um contrato de uma cláusula. O que eu estou interessado é em quão doce alguém é – quão aberto, inteligente, sábio, tolerante. Eu me preocupo em quão morais elas são.

O que eu ganho em saber se certa pessoa é gay ou hétero? Eu ficaria envergonhado de usar a orientação sexual de alguém como uma maneira de medida pela qual eu posso avaliar sua personalidade moral. É como usar um termômetro para checar quão rápido um carro está andando. É só estúpido.

Tornar-me um Cristão não mudou está verdade fundamental de minha vida em absolutamente nada. Eu não irei virar minhas costas para meus amigos por causa da maneira que alguém decidiu interpretar algumas linhas da Bíblia. Eu posso ler a Bíblia sozinho. Eu não preciso que alguém me diga o que é que diz, ou significa, ou significa pelo que diz. Tenho olhos. Posso ler. Eu posso fazer minha própria pesquisa.

Se você acredita que Deus, buscando avaliar o estado moral de uma pessoa, observa sua virilha, então… Boa sorte na vida. Eu sinto pena por você. Porque o que mais interessa Deus sobre uma pessoa não é de longe sua virilha. O que interessa a Deus sobre uma pessoa, a princípio, acima de tudo, e para sempre, é seu coração.

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Se ninguém é ferido, Deus está OK com sua sexualidade

Por John Shore em 17 de Fevereiro de 2012

Traduzido por João Mattos em 24 de Fevereiro de 2012

Rapidamente em seguida à postagem matutina de hoje, How can I tell my mom I’m pansexual? (“Como posso contar a minha mãe que sou pansexual?” em tradução livre), eu recebi uma enorme quantidade de emails querendo me fazer compreender todo tipo de coisas sobre a sexualidade humana (A mais popular/imediata sendo que pansexuais são pessoas que basicamente ainda não estão prontas para admitir que são bissexuais ou gays)

Então, acerca tudo sobre esse tipo de coisa eu só gostaria de dizer bem rápido: Eu não ligo.

Assexuado, heterossexual, bissexual, homossexual, pansexual, polissexual, poliamoroso, transgênero, terceiro gênero, dois espíritos, sexo não convencional, interssexual, cissexual, se vira assistindo American Pie, não deve ser deixado sozinho com frutas e vegetais grandes… Eu. Simplesmente. Não. Ligo.

Eu não quero ninguém ferindo ou de maneira alguma violando ou explorando outra pessoa, é claro. E certamente ninguém deve jamais envolver sexualmente crianças. Mas duh. Para além disso, porque eu deveria me preocupar com o que outra pessoa faz com suas afeições e/ou corpo? Se todas as pessoas envolvidas em qualquer tipo de atividade ou atração sexual forem adultos sãos, capazes e conscientes, estou fora no que diz respeito a me preocupar. Isso é assunto deles. Não é meu. Não é seu. Não é do pastor. Não é de ninguém. É deles.

Que completa falta de senso é essa apelação inútil, cansada e tóxica que Deus se preocupa, que Deus está de alguma maneira ultrajado por toda atividade sexual que não entre um homem e uma mulher que são ambos héteros e casados um com o outro. Isso é tão insano.

Deus se preocupa para que as pessoas sejam amadas e amem ao máximo. Deus quer que as pessoas gozem a saúde emocional que surge de ser consistentemente bem amado por boas pessoas. Deus quer que todos tenham um senso de honra sobre si mesmos e os outros.

Cristo não se sacrificou naquela cruz só para que todos começassem a se preocupar com o que todos os outros estão fazendo com sua sexualidade. Ele se permitiu matar pelo ódio para que nós pudéssemos pelo menos começar a entender quão verdadeiro é o fato de que a única coisa que importa é amor.

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Como Pode Deus Quebrar o Grande Mandamento?

Por John Shore em 01 de Julho de 2011

Traduzido por João Mattos em 25 de Fevereiro de 2012

Nenhum de nós pode remotamente saber se existe um inferno, ou como Deus se sente sobre a homossexualidade. Nós podemos fingir que sabemos. Nós podemos certamente chutar sobre estas duas coisas. Mas não podemos saber sobre elas. A Bíblia é aberta a um número infinito de interpretações perfeitamente legítimas. Este é um dos seus grandes milagres: De tantas formas, e sobre tantas coisas, a Bíblia insiste para que cheguemos a nossas próprias conclusões.

Se a Bíblia fosse perfeitamente clara em de que lado Deus está no que se refere à gays e ao inferno, a questão da homossexualidade não estaria dividindo o Universo Cristão em dois, e nenhum Cristão estaria levando a sério o livro de Rob Bell, Love Wins (O Amor Vence, tradução livre). Mas está. E eles/nós estamos.

A questão principal é que cada um de nós deve decidir por si só se existe um inferno, e se ser gay está certo.

Tão confusamente complexa como a Bíblia possa ser, a única coisa dentro dela que emerge com extrema clareza é que a missão primária e fundamental e propósito de Jesus é o de amor. Quando Deus desce a terra e caminha e fala como um homem, você instantaneamente sabe que existem algumas coisas que você jamais irá compreender. Mas uma coisa que está clara como cristal é que Jesus veio tentar nos ajudar a compreender quão gigântico e magnânimo é o amor de Deus por nós.

Está é minha interpretação de Jesus, de qualquer jeito: A princípio, ele veio nos comunicar a razão infinita no qual cada um de nós, individualmente, é amado por Deus.

Uma vez que eu aceite isso como verdade, eu sei exatamente o que fazer com questões “controversas” como a dos gays, e a do inferno. Se você começa com a convicção de que (como João nos conta), Deus é amor, e você leva a sério Jesus declarando que a mais importante das leis é que amemos nossos vizinhos, então o debate sobre se Deus manda ou não os não-Cristãos para o inferno, ou se Deus está tranquilo com gays e lésbicas, dissolve-se. Porque pensar e falar sobre o inferno e/ou a condenação de Deus quanto aos gays leva você a mais do que você sabe sobre Jesus Cristo, e para um mundo eternamente coberto por especulações.

Eu sou uma pessoa meio lenta. Eu não gosto de pensar muito. Eu prefiro ir com o que eu sei, e, aonde me for possível, esquecer(?) o resto.

A ideia de um Deus quem iria condenar todos os não-Cristãos e/ou homossexuais para o inferno para a eternidade é logicamente, simetricamente oposta a ideia de um Deus que ama a humanidade. Isso significaria que o próprio Deus está desobedecendo a mesma lei que Deus afirmou não haver outra maior.

Isso simplesmente não faz sentido. Então eu rejeito isso.

Eu começo com o amor de Jesus; Eu deixo todo o resto cair por aí.

Adeus inferno.

Adeus a ideia que “gay Cristão” é um oximoro.

Oi, Jesus.

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